terça-feira, 29 de junho de 2010

Ode ao Corvo

Senhor corvo comeste meu coração,
Tu que sobrevoou com suas negras asas,
A carcaça putrida do ser decomposto.

Senhor corvo leves agora esta angútia,
Vieste buscar o ser puro, para levá-lo ao outro lado,
Tirando um pouco da vida que restava em nossos corações.

Senhor corvo mensageiro da morte,
Levou-nos o mais sagrado, o amigo companheiro,
Levou-nos um pedaço de nós.

Senhor corvo quando voltardes beijando nos a langida face,
Levenos sem demora a morada derradeira,
Coma nos a carne, mas deixe a alma intacta.
(18/09/2008)

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